sábado, 8 de março de 2025

 Os Tabus e Mistérios da Mulher na Sociedade Africana

A sociedade africana é rica em tradições, rituais e crenças que moldam a vida das pessoas. No entanto, quando se trata da mulher, muitos desses costumes carregam tabus e mistérios que impactam diretamente sua liberdade, seu papel na sociedade e suas perspectivas para o futuro. Este artigo explora algumas dessas questões, analisando suas raízes culturais e os desafios contemporâneos enfrentados pelas mulheres africanas.

Tabus Culturais e a Mulher Africana

  1. O Papel da Mulher na Família e Comunidade A mulher africana, historicamente, tem sido vista como a guardiã do lar, responsável pela educação dos filhos e pelo bem-estar da família. Em muitas culturas, espera-se que ela seja submissa ao marido e às normas impostas pela sociedade. Esse papel tradicional, embora valorizado, muitas vezes limita as mulheres e impede sua plena participação na vida pública e econômica.

  2. A Sexualidade Feminina como um Mistério A sexualidade da mulher africana ainda é um dos maiores tabus em muitas comunidades. O prazer feminino é frequentemente ignorado ou reprimido, e práticas como a mutilação genital feminina ainda persistem em algumas regiões, justificadas por crenças culturais e religiosas. Além disso, em muitos contextos, a mulher que demonstra autonomia sobre seu corpo e desejos é vista de forma negativa.

  3. O Estigma da Menstruação A menstruação é outro tema cercado por tabus. Em diversas comunidades africanas, as meninas e mulheres enfrentam restrições durante o período menstrual, sendo afastadas de determinadas atividades ou locais considerados sagrados. Esse estigma reforça a ideia de impureza e contribui para a desinformação e a exclusão social das mulheres.

Os Mistérios da Africanidade e o Poder Feminino

  1. Mulheres e Espiritualidade Apesar das restrições sociais, muitas mulheres africanas ocupam papéis de destaque na espiritualidade e na sabedoria ancestral. Em várias culturas, elas são curandeiras, sacerdotisas e detentoras de conhecimentos sobre ervas medicinais, rituais e tradições. Esse poder espiritual feminino desafia as normas patriarcais e mostra a dualidade da posição da mulher: ao mesmo tempo oprimida e essencial na manutenção das tradições.

  2. O Poder da Maternidade A maternidade é um dos maiores símbolos de poder feminino na cultura africana. Ser mãe é visto como uma bênção e um sinal de respeito, mas, ao mesmo tempo, impõe enormes responsabilidades às mulheres. Aqueles que não podem ou não querem ter filhos frequentemente enfrentam discriminação e questionamentos dentro da comunidade.

  3. As Rainhas e Guerreiras da História Embora muitas vezes silenciadas, a história africana é rica em figuras femininas poderosas, como a Rainha Nzinga de Angola, Yaa Asantewaa de Gana e a Rainha Amina da Nigéria. Essas mulheres desafiaram as convenções da época, lideraram exércitos e governaram com inteligência e estratégia, provando que a mulher africana sempre teve um papel fundamental na construção da sociedade.

Conclusão

Os tabus e mistérios que cercam a mulher africana são reflexos de uma cultura profundamente enraizada, mas que está em constante evolução. A luta pela igualdade de gênero passa pela desconstrução de crenças que limitam o crescimento e o empoderamento feminino. No entanto, a mulher africana continua a resistir, a desafiar as normas e a ocupar espaços que antes lhe eram negados. Seu poder, embora muitas vezes velado, é inegável e essencial para o futuro do continente.

Por: Margareth Caero 



 A Luta e os Desafios da Mulher Africana

A mulher africana carrega em si a força de gerações, a resiliência de quem constrói e reconstrói, e a determinação de quem enfrenta desafios diários para garantir um futuro melhor para si e para sua comunidade. Apesar dos avanços, as mulheres no continente africano ainda enfrentam diversas barreiras que limitam seu pleno desenvolvimento e participação na sociedade. Este artigo explora a luta, os desafios e as conquistas dessas guerreiras incansáveis.

Desafios Estruturais e Sociais

  1. Acesso à Educação A educação é uma das maiores armas para a emancipação feminina, mas muitas meninas africanas ainda são privadas desse direito. Casamentos precoces, gravidez na adolescência e dificuldades econômicas são fatores que afastam milhares de jovens das escolas. Apesar dos esforços de governos e ONGs, a disparidade educacional entre gêneros ainda é uma realidade.

  2. Desigualdade no Mercado de Trabalho Mesmo com o aumento do número de mulheres em posições de liderança, a desigualdade salarial e a falta de oportunidades em setores estratégicos continuam sendo um obstáculo. Muitas mulheres africanas trabalham na economia informal, sem proteção social e com rendimentos baixos.

  3. Violência de Gênero A violência contra a mulher é um problema persistente. O casamento forçado, a mutilação genital feminina e outras práticas culturais nocivas ainda ocorrem em algumas regiões. A luta contra essas violações exige não apenas mudanças na legislação, mas também um trabalho de conscientização e educação para mudar mentalidades.

  4. Acesso à Saúde e Direitos Reprodutivos Muitas mulheres africanas enfrentam dificuldades no acesso a serviços de saúde adequados. A mortalidade materna ainda é alta em diversas nações do continente, muitas vezes devido à falta de assistência médica qualificada. Além disso, a falta de autonomia sobre seus próprios corpos e decisões reprodutivas agrava ainda mais a situação.

A Força da Mulher Africana e Suas Conquistas

Apesar dos desafios, a mulher africana continua a ser uma peça fundamental no progresso das suas sociedades. Muitas têm se destacado na política, na ciência, na arte e nos negócios, quebrando barreiras e inspirando novas gerações. Mulheres como Ellen Johnson Sirleaf, Wangari Maathai, Graça Machel e muitas outras provam que é possível superar obstáculos e transformar realidades.

Além disso, o crescimento de movimentos feministas africanos tem dado voz a milhões de mulheres que antes eram silenciadas. A luta pela equidade de gênero ganha cada vez mais força, com jovens lideranças emergindo e promovendo mudanças significativas.

Conclusão

A mulher africana é símbolo de resistência, coragem e transformação. Embora os desafios sejam muitos, sua força e determinação continuam a impulsionar mudanças profundas e duradouras. É essencial que governos, instituições e a sociedade em geral trabalhem juntos para garantir um futuro mais justo e igualitário, onde toda mulher africana tenha acesso a oportunidades e possa viver com dignidade e respeito.

A luta continua, mas a vitória é certa, pois onde há uma mulher africana, há esperança, garra e um futuro promissor!

Por: Margareth Caero! 



terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Mensagem motivacional 01

 "A jornada pode ser difícil, mas cada passo te aproxima do teu sonho. 

✨💪 Não desistas, pois a persistência transforma impossíveis em conquistas. O caminho pode ter obstáculos, mas a tua determinação é maior! 🚀🔥

🌿 Lembra-te: O sucesso não é para os que apenas sonham, mas para aqueles que lutam por ele todos os dias. Então, levanta-te, segue em frente e faz acontecer! 💯💥

#Foco #Determinação #Sucesso #NuncaDesista"

Lazer e Vida -  


sábado, 15 de junho de 2024

A INFLUENCIA DA IGREJA NA PROTECÇÃO E GARANTIA DOS DIREITOS DAS COMUNIDADES

 A INFLUENCIA DA IGREJA NA PROTECÇÃO E GARANTIA DOS DIREITOS DAS COMUNIDADES

Artigo de opinião por: Margareth Caero 2024

Desde a antiguidade, a Igreja desempenha um papel significativo na protecção e garantia dos direitos das comunidades em várias frentes. Pois, a presença do direito na Igreja é essencial para garantir a justiça dentro e fora dela, para que a fé proclamada seja vivida na comunidade de todos os crentes.

Isso inclui defender os direitos humanos e lutar por uma justiça social dentro como fora da IgrejaAlém disso, a Igreja oferece apoio emocional e espiritual às pessoas em momentos difíceis, promovendo a união e a convivência em comunidadeA Doutrina Social da Igreja também enfatiza a importância dos direitos humanos e a necessidade de superar qualquer visão depreciativa em relação a vida humana no geral.

Por mais que a igreja tenha um carácter mais espiritual, ela também se preocupa com aspectos do bem-estar material e físico dos seus membros na comunidade onde esta está inserida e não só, eis abaixo algumas áreas que a igreja tem se desdobrado para criar um certo equilíbrio, de modo a proporcionar um bom ambiente aos seus fies.  

Preservação Ambiental e Combate ao Desmatamento:

A Igreja tem se envolvido activamente na defesa do meio ambiente, especialmente nas regiões com mais problemas de conservação do meio ambiente, isto é, em zonas que estão em constante conflitos entre o homem e o meio ambiente, tais como em grandes florestas como a Amazónia e outros ecossistemas no mundo.  O Papa Francisco, por exemplo, apresentou a Exortação Apostólica “Querida Amazónia”, que faz um forte apelo para salvar a Amazónia e proteger sua biodiversidade.

Muitos cristãos, missionários e religiosos têm sido protagonistas na história da preservação da floresta e no cuidado pela vida.  Infelizmente, alguns também se tornaram mártires nessa luta.

Direitos Humanos e Justiça Social:

A Doutrina da Igreja sobre a justiça e moral cristã forneceu uma base para a formação de leis justas e balanceadas que protegem os Direitos Humanos.  A Igreja tem defendido a dignidade humana e a igualdade, contribuindo para a evolução da protecção desses direitos sem distinção de cor, raça, língua e outros aspectos.

Neste quesito, a igreja tem sido um meio termo que por muitas das vezes não só traz justiça aos injustiçados, mas também influencia a mudança dos indivíduos que já estiveram em conflito com a lei por terem privados os direitos humanos de outros.

Apoio à Comunidade e Cuidado Emocional:

Além de questões ambientais e direitos humanos, a Igreja também desempenha um papel vital nas comunidades locais. Ela oferece serviços como aconselhamento, grupos de oração e estudos bíblicos para ajudar as pessoas a se conectarem com Deus e a crescerem em sua fé.  Além disso, a igreja pode ser um lugar seguro para compartilhar lutas emocionais e encontrar conforto em momentos de crise.

Garantia dos Direitos Fundamentais:

A Igreja reconhece a importância da garantia dos direitos fundamentais para evitar abusos, proteger minorias vulneráveis e assegurar a harmonia social.  Esses direitos são protegidos em diversas frentes, incluindo acções da Igreja e do sistema legal.

Em resumo, a Igreja desempenha um papel activo na protecção dos direitos das comunidades, seja na preservação ambiental, na promoção da justiça social ou no apoio emocional às pessoas.  Sua influência é vital para construir um mundo mais justo e compassivo, onde a igualdade e equidade são valores a serem respeitados por todos sem no entanto privar os direitos dos outros. Portanto, a Igreja desempenha um papel significativo na busca pela justiça e na protecção dos direitos das comunidades. Pois ela:

A Igreja desempenha um papel fundamental na formação moral e ética da sociedade.

Ela promove valores como amor ao próximo, solidariedade e respeito.

Através de suas ações sociais, a Igreja contribui para a redução da desigualdade e da pobreza.

A Igreja também é responsável por oferecer apoio emocional e espiritual às pessoas em momentos de dificuldade.

Ela promove a união e a comunidade, proporcionando um espaço de convivência e integração.

A Igreja tem influência política, podendo defender os direitos humanos e lutar por justiça social.

Ela contribui para a educação, através de escolas e programas de ensino religioso.

A Igreja também desempenha um papel importante na preservação da cultura e do património histórico.

Ela promove a paz e a reconciliação entre os indivíduos e grupos sociais.

A Igreja é um lugar de esperança e fé, oferecendo conforto espiritual e sentido para a vida das pessoas.



 

Beira – Mozambique 2024

                                                                                                                              

segunda-feira, 29 de março de 2021

OS RELATOS DE PALMA, AS FERIDAS QUE JAMAIS CICATRIZARÃO

 Operação resgatar pessoas e barbaridade dos Terroristas em Palma


A tarde do passado Sábado, assim como Domingo registaram-se ataques esporádicos, feitos pelos terroristas que estão na Vila Sede. Eles atacavam e se esconder nas matas sempre que as FDS se movimentam. 

Os terroristas não tem saída pois às FDS bloquearam todas vias de e para Palma, acredita-se que Palma pode estar pior que Mocimboa da Praia, não em termos de destruição, mas em termos de mortes de civis por decapitação pelos terroristas, estes estão escondidos em casas destruídas, onde também estão escondidos alguns Civis, mas  é difícil distinguir porque os terroristas estão na mesma situação ou seja a fugir, as pessoas que se refugiaram para as praias quase todas já estão em Afungi. 

As FDS estão com um trabalho muito duro e difícil, resgatar as pessoas e combater os insurgentes. Os terroristas saem para disparar quando um grupo de militares tentam resgatar Civis. Cerca de dois terços da vila encontram-se com sinais de destruição significativa como resultado dos ataques dos terroristas. As FDS ganharam terreno no controlo da Vila, nomeadamente no bloco Norte, registou se um maior aumento de fuga dos Terroristas para as matas (esconderijos), e estão a ficar sem capacidade logística.

 A Vila está dividida, por vezes fica a sensação de que esta abandonada, mas se alguém se mexe saem logo tiros de terroristas que aparecem de diversas partes isso, esta situação causa pânico e faz com que as pessoas fiquem escondidas. Segundo relatos muita gente foi evacuada de helicópteros para lugares seguros como é o caso de Afungi e Pemba e outros para Quitunda. Os ataques foram fortes e só não aconteceu o pior porque as FDS lutaram e defenderam a vila e as populações. Em alguns círculos fala se que a incursão jihadista em Palma se destinava a aliviar o domínio militar sobre o cerco em Mocímboa da Praia 


PORQUE FALHOU A ESTRATEGIA DOS INSURGENTES PARA TOMAR A VILA

Começam a surgir revelações sobre as tácticas dos insurgentes para entrar em Palma. Implicaram a concentração de pessoas numa zona tampão [crítica] para o seu desempenho, à espera que os helicópteros FDS bombardeassem ali. Isto não aconteceu. Os serviços secretos militares locais descobriram esta estratégia. Parece ter sido um ataque muito coordenado, semelhante ao que levou Mocimboa da Praia no ano passado.  

Durante vários dias, insurgentes infiltraram-se em Palma e ficaram com a comida local. Três grupos atacaram na quarta-feira e foram apoiados mais tarde por mais terroristas que chegaram de camião. As estradas para Palma foram bloqueadas por terroristas que emboscaram veículos e atacaram soldados que tentavam chegar a Palma. 

Os atacantes atacaram primeiro instalações governamentais, tais como a polícia, o hospital e três bancos onde procuraram dinheiro mas não encontraram, os erros já não se repetem. Muitos edifícios governamentais e comerciais foram destruídos. Calcula se que os terroristas devem ser de pelo menos 150 combatentes, isto sem contar com as baixas, cerca de 70. A razão pela qual os jihadistas assaltaram Palma nesta altura é desconhecida, dias depois de o Governo e a Total terem renovado a sua parceria para tornar viável a Área 1 e alguns dias antes do início dos desembolsos dos financiadores para o projecto. Só o ataque a Palma não é suficiente para interromper o projecto de GNL da Área 1, disse uma fonte da indústria. Palma tem a contribuição logística que a estrada proporciona, mas que o mar pode substituir. E isto será assim num futuro próximo.


RESPOSTA DAS FORÇAS DE DEFESA E SEGURANÇA

A resposta das FDS foi de grande bravia, a caça dos cerca de 100 insurgentes que entraram atacando em três direcções de Palma, em simultâneo, continua por parte dos militares posicionados em lugares tidos como estratégicos. Entretanto, há vários pontos de controlo das FDS, ao longo do trajecto de e para Palma, a fazendo controlo rigoroso de gente que intenta na Tanzania. Em termos tácticos, todos os militares de Palma receberam orientações para se manterem nas suas posições e responderem contra alvos em movimento. Na península de Afungi, por exemplo, militares recebiam e mantinham em enormes esconderijos internos cidadãos que fugiam da violência. Segundo fontes os militares que foram indicados para responder com fogo contra insurgentes foram instantaneamente enviados de três grandes proveniências e de voos a destacar, de Maputo, de Mueda e de Pemba Cidade.  

PRINCIPAL OPERAÇÃO DE “SALVAMENTO” DAS PESSOAS

O principal objectivo foi o salvamento das pessoas, operações conjuntas entre as FDS e a TOTAL e os subcontratados, já aprendidos os erros anteriores por parte dos civis. Uma fotografia aérea captada por um dos helicópteros que faz cobertura as forças governamentais no terreno, em Palma, mostra um cenário em que algumas viaturas foram imobilizadas ao longo do troço Palma – Quionga devido a emboscadas dos insurgentes. Na imagem, (fazer zoom), vêm-se corpos de condutores mortos quando tentavam fugir da violência na vila de Palma. 

O SUCESSO DA OPERAÇÃO “PRAIA”

O sucesso da operação de salvamento de um grupo de pessoas cerca de 100 pela praia até Afungi, foi um grande feito. Todos chegaram bem a afungi, sempre acompanhados por um telefone satélite de um dos membros do Grupo, assim foi possível fazer comunicações e acompanhar o grupo em segurança. Foi neste grupo que estava o cidadão Português que estava ferido numa perna. Este mesmo cidadão já está em Maputo. Foi evacuado de Afungi para Pemba e de Pemba para Maputo. Esta foi uma das mais críticas operações de salvamento. Um grande trabalho de todos.


 O SUCESSO DAS OPERAÇÕES DE REVISTA AS POPULAÇÕES QUE SAIM DE PALMA

As FDS tiveram sucessos significativos na operação das vistorias, vistorias nas mochilas e pastas dos refugiados, muitos deles não são refugiados comuns, já foram apreendidas algumas armas desmontadas guardadas nas pastas, há ainda terroristas misturados com os civis. Os deslocados de Palma que chegam à Pemba por via marítima, concretamente na praia de Paquitequete, são interditos de abandonar as embarcações para efeitos de fiscalização. Alguns chegam a pernoitar nos barcos, que o longo de dias fizeram o trajecto marítimo de aproximadamente 170 milhas no mar. Quem por ventura abandona as embarcações sem passar pelo processo de fiscalização / revista é punido ou denunciado às forças conjuntas, nomeadamente a policia de protecção civil, autoridades comunitárias, entre outras.

Edição: Lazer e Vida 



terça-feira, 16 de março de 2021

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E PARCEIROS LANÇAM CAMPANHAS DE REGRESSO SEGURO ÀS AULAS

Para o arranque do ano lectivo 2021, a Plan International Mozambique em parceria com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, o UNICEF e o Movimento de Educação para Todos lançam, esta quarta-feira em Maputo, duas campanhas intituladas Regresso ao Meu Futuro e Regresso Seguro às Escolas.

Trata-se de uma iniciativa que pretende ajudar as escolas a um regresso seguro às aulas presenciais interrompidas depois da eclosão da covid-19.

 Durante uma semana, a organização vai visitar estabelecimentos de ensino para aferir o nível de implementação das medidas colectivas de prevenção do novo coronavírus. (Laser e Vida)



segunda-feira, 15 de março de 2021

MINEDH GARANTE HAVER CONDIÇÕES PARA O ARRANQUE DO ANO LECTIVO 2021

 A CERIMÓNIA CENTRAL DA ABERTURA DO ANO LECTIVO 2021 TERÁ LUGAR 6ª FEIRA EM MONAPO, NAMPULA


O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano garante que a 22 de Março corrente, todas as escolas no país vão iniciar o ano lectivo, com a devida observância das medidas de prevenção do novo coronavírus.      

A informação foi partilhada, esta segunda-feira, pela porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda, em conferência de imprensa.    

Os alunos do período pós-laboral não retomam as aulas na segunda-feira, estando em curso o debate em torno do modelo a ser adoptado, no âmbito da observância das medidas de prevenção do novo coronavírus.     

Gina Guibunda garantiu que dentro de duas semanas será encontrado o modelo a ser adoptado para os alunos inscritos para o regime de curso nocturno.     

Referiu que o ano lectivo 2020 foi melhor que o ano lectivo 2019, em relação a taxa de aprovação, não obstante a conjuntura causada pelo novo coronavírus.     

A cerimónia central da abertura do ano lectivo 2021, agendada para sexta-feira desta semana, terá lugar no distrito de Monapo, em Nampula.( Lazer e Vida)



quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

UM OLHAR ALÉM DOS DESASTRES NATURAIS - Parte I

 Um olhar além dos desastres naturais

Parte I

Depois de tantos anos contribuindo para a mudança climática, através da nossas acções voluntárias e outras involuntárias. Eis que hoje estamos aqui, de joelhos choramingando por causa dos ciclones, cheias, aquecimento global e outros males associados aos desastres naturais.

Por muito tempo abatemos e continuamos a abater de forma desenfreada as árvores nas nossas florestas, seja para venda de touros, abertura de machambas, e produção de carvão vegetal e outros. Estás ações, aliadas as queimadas descontroladas são um autêntico atentado ao meio ambiente e muitos de nós têm a consciência disso. Mas simplesmente ignoramos e hoje, porque os efeitos estão a espreita, eis que culpamos a Deus.

É inegável que os efeitos das mudanças climáticas são eventos da natureza, mas nós os humanos temos uma quota parte em termos de responsabilidade de cuidar ou preservar o nosso meio ambiente para que o pior não aconteça tão já.

Pois, é inconcebível e inadmissível que em regiões com boa capacidade pluviométrica, chova até provocar inundações. Mas, meses depois as mesmas regiões serem afetadas pela seca e a população local ter que recorrer a água dos rios para satisfazer as suas necessidades básicas. Que em muitas das vezes tem sido imprópria para o consumo, pois contribuem para o aumento de doenças diarreicas, cólera e outras.

É inconcebível que num país que exporta tanta madeira, haja escolas sem carteiras, quadros e outros bens feito a madeira para a sua população.

É inconcebível que num país com tantos rios, lagos e riachos haja zonas com problemas ou insuficiência de água potável.

Ao invés de choramos, agora temos que aprender a conviver com estes eventos naturais. Visto que, os mesmos vieram para ficar e daqui para frente os mesmos serão recorrentes. Por isso, há necessidade de aprendermos com os outros povos que vivem já a nós os mesmos problemas que os nossos.

E para tal, eis algumas ideias para remediar os efeitos destes problemas:

1 - Construção de casas resilientes

2 - Construção de valas de drenagens, viadutos e represas (barragem) para a retenção, processamento e reutilização da água da chuva.

3 - Criação de bairros em zonas seguras ou altas.

4 - Plantio de árvores e proibição de abate sem reposição de árvores em todo o país.

E porque o problema é complexo, pode ainda existirem mais acções que possam nos ajudar a diminuir os efeitos dos desastres naturais no nosso país e além fronteiras.

Continua...


Edição: Adelino Luís António


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

MOÇAMBIQUE PEDE APOIO MÉDICO A CUBA PARA TRAVAR A PROPAGAÇÃO DO COVID19

 Reforço de Recursos  Humanos para o combate à COVID-19


PRIMEIRO GRUPO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE CUBANOS ESPECIALIZADOS CHEGOU HOJE AO PAÍS

No quadro dos esforços do Governo Moçambicano de aumentar a disponibilidade de Recursos Humanos para fazer face à pandemia da COVID-19, o nosso país recebeu no Domingo, 24 de Janeiro, 14 profissionais de saúde cubanos, de um total de 45 previstos que cheguem até Fevereiro, no âmbito da cooperação bi-lateral entre os dois Estados no campo sanitário.

Entre os 45 profissionais fazem parte 30 Médicos Especialistas em Cuidados Intensivos e 15 Enfermeiros  Intensivistas.

O primeiro grupo, constituído por 5 Médicos e 9 Enfermeiros, desembarcaram no Aeroporto Internacional de Mavalane, por volta das 13h00, num vôo originário daquele país latino. 

Os 14 profissionais entrarão em actividade a partir do dia 27, Quarta-feira, o que está dependente dos resultados da colheita das suas amostras (teste PCR), para o despiste da Covid-19, feito por uma equipa do Instituto Nacional de Saúde-INS, logo à sua chegada.

O segundo grupo, composto por 31 profissionais de saúde, deverá chegar ao país no dia 02 de Fevereiro.

Os profissionais de saúde cubanos foram recebidos no aeroporto por um Comité de Recepção encabeçado pelo Director Nacional de Assistência Médica no Ministério da Saúde-MISAU, Dr. Ussene Isse, que envolveu também o Chefe da Missão Cubana na Embaixada de Cuba, Director Nacional Adjunto de Recursos Humanos do MISAU e Director para Área de Europa e América no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação-MINEC.

Falando para  os Órgão de Comunicação Social presentes no Aeroporto International de Mavalane, Ussene Isse disse que a chegada dos profissionais de Saúde cubanos se revelava de capital importância, uma vez que vai complementar o trabalho que a contraparte Moçambicana já vem fazendo desde a eclosão da doença no país. 

O nosso país regista, desde  o início de Janeiro, um crescente número de novos casos, internamentos  e óbitos devido à COVID-19.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

INICIARAM HOJE EXAMES FINAIS DO ENSINO GERAL E DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES ANO 2020

Iniciaram hoje, segunda-feira em todo o país, os exames finais do ensino geral e de formação de professores referentes ao ano lectivo 2020.

 Hoje e amanhã, serão realizados exames da sétima classe de acordo com o documento do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

Os alunos da décima-classe realizam os exames de 1 a 5 de Fevereiro enquanto os da décima segunda-classe de 1 a 6 de Fevereiro.

Sobre os exames, realizados no contexto da pandemia do novo coronavírus, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, exortou os envolvidos no processo para o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19.

Entretanto, a porta-voz da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda disse no espaço “Café da Manhã” da Rádio Moçambique: que os "alunos cujas escolas foram afectadas pelo ciclone Eloise, não serão prejudicados".

“As províncias têm estado a mandar dados para que se analisem caso-a-caso, província por província, para se resolver a situação sem prejudicar nenhum aluno. Por isso, há saídas que podem ser encontradas de se fazer a segunda chamada, por motivos de força maior”, disse a interlocutora aos microfones da rádio Moçambique.

Edição: Redação Laser e Vida.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

NOSSO CHORO

De pecados, o mundo anda cheio.

Gente que parece não ser gente.

Mergulhada em imundície.

Pecados que não nos levam a frente.

Um autêntico baile de arrepio.

Somos nós, gente que de Deus não entende.

Mas na desgraça, quer seu alento.

Choramos e reclamamos no frio.

No calor, né digo. Mendigos...

Inventamos dor, para não trabalhar.

Né que seja, para em casa ficar...

Somos bons em coisas ruins

E Deus em seu trono, de nós se riu.

Culpamos a quem? Deus... Não sei

Só sei, que da gente ele se cansou.

E em nossa sorte, ele nos deixou.

Quem sabe, juízo, respeito e amor a gente obtém...

Desta triste realidade, que a vida nos dá.

Reze, ore ou adore a ele. Somente a ele.

Quê sabe ele nos ouça... Nossos gritos surdos...

Pecamos em tudo, até no olhar fingidor.

No falar ou pensar em coisa ruíns...

Deus ouça nosso soluçar, pecamos!

Mas não merecemos morrer a todos.

Em meio a nós, há gente inocente.

De alma pura e espírito recto...

Ó Deus, perdoe nossos males e nos livre de todo mal.


Margareth, Mr Imperfeito. 



Publicação em destaque

EU SÓ QUERO AMAR

Eu quero   amar - Eu quero amar , não amar pelo dinheiro ou pela beleza! - Quero amar não pelo interesse ou pela minha tristeza! - Mas...