sábado, 8 de março de 2025

 

Se um Estudante Reprovar, de Quem é a Culpa?

Resumo

A reprovação escolar é um fenômeno complexo que pode ser influenciado por diversos fatores, como o desempenho do aluno, a qualidade do ensino, a participação da família e as condições socioeconômicas. Este artigo discute as responsabilidades de cada um desses agentes no processo de aprendizagem, analisando teorias educacionais e estudos sobre o impacto da reprovação na trajetória acadêmica dos estudantes.

Introdução

A reprovação escolar é frequentemente vista como um reflexo do fracasso do aluno. No entanto, diversos fatores contribuem para esse resultado, incluindo a metodologia do professor, o apoio da família e o próprio sistema educacional (Freire, 1996). A análise da responsabilidade nesse contexto é fundamental para desenvolver estratégias eficazes de ensino e aprendizagem.

O Papel do Estudante

O aluno é um agente ativo no seu aprendizado. A falta de dedicação, dificuldades cognitivas ou emocionais e desmotivação podem impactar seu desempenho acadêmico (Vygotsky, 1978). No entanto, culpar exclusivamente o estudante pela reprovação ignora a complexidade do processo de ensino-aprendizagem.

O Papel do Professor e da Escola

A qualidade do ensino influencia diretamente no sucesso do aluno. Métodos pedagógicos ineficazes, falta de acompanhamento individualizado e ambientes escolares pouco motivadores podem contribuir para a reprovação (Piaget, 1950). Professores devem adaptar suas estratégias às necessidades dos estudantes e utilizar abordagens inclusivas para garantir uma aprendizagem significativa.

A Influência da Família

O envolvimento familiar é essencial para o desempenho acadêmico. Pesquisas mostram que estudantes com suporte em casa têm maior rendimento escolar (Epstein, 2001). Pais que não acompanham a vida escolar dos filhos, seja por falta de tempo ou desconhecimento, podem contribuir indiretamente para dificuldades no aprendizado.

Aspectos Socioeconômicos e Políticas Educacionais

Fatores externos, como pobreza, falta de acesso a materiais didáticos e condições inadequadas de ensino, também influenciam o desempenho escolar. Sistemas educacionais que não oferecem suporte adequado a alunos em vulnerabilidade podem aumentar os índices de reprovação (UNESCO, 2019).

Conclusão

A reprovação escolar não pode ser atribuída a um único fator. A responsabilidade é compartilhada entre o estudante, a escola, a família e o próprio sistema educacional. Para reduzir os índices de reprovação, é necessário um esforço conjunto que envolva melhorias nas metodologias de ensino, maior participação dos pais e investimentos em políticas públicas educacionais.

Referências

  • Epstein, J. L. (2001). School, family, and community partnerships: Preparing educators and improving schools. Routledge.
  • Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra.
  • Piaget, J. (1950). The psychology of intelligence. Routledge & Kegan Paul.
  • UNESCO. (2019). Global education monitoring report: Migration, displacement, and education. UNESCO Publishing.
  • Vygotsky, L. S. (1978). Mind in society: The development of higher psychological processes. Harvard University Press


 A Influência da Língua Materna no Processo de Ensino-Aprendizagem (PEA)

Resumo A língua materna desempenha um papel fundamental no Processo de Ensino-Aprendizagem (PEA), pois é o primeiro instrumento de comunicação e construção do conhecimento dos alunos. Este artigo analisa como a língua materna influência a aprendizagem, as dificuldades enfrentadas por alunos que estudam em uma segunda língua e estratégias para melhorar a educação em contextos multilíngues. A pesquisa destaca a importância da valorização da língua materna para um ensino mais eficaz e inclusivo.

Palavras-chave: língua materna, ensino-aprendizagem, bilinguismo, educação, segunda língua.

1. Introdução A aprendizagem está intrinsecamente ligada à linguagem, pois é por meio dela que os indivíduos adquirem conhecimento e interagem com o mundo. Em muitos países africanos, incluindo Moçambique, a educação é ministrada em línguas coloniais, como o português, enquanto a maioria dos alunos tem uma língua materna diferente. Isso levanta questões sobre a eficácia do ensino e as dificuldades enfrentadas pelos estudantes. O objetivo deste artigo é analisar o impacto da língua materna no PEA e discutir possíveis soluções para os desafios encontrados.

2. A Importância da Língua Materna na Aprendizagem A língua materna é o primeiro código linguístico adquirido por um indivíduo e influencia diretamente seu desenvolvimento cognitivo e social. Estudos mostram que alunos que iniciam sua educação na língua materna apresentam melhor compreensão dos conteúdos, maior participação nas aulas e maior autoestima acadêmica. O uso da língua materna permite que os alunos expressem melhor suas ideias, reduzindo barreiras na assimilação do conhecimento (Cummins, 2000).

3. Desafios da Educação em Segunda Língua Em contextos onde o ensino ocorre em uma língua diferente da materna, surgem várias dificuldades, tais como:

  • Baixo nível de compreensão: Muitos alunos têm dificuldades em entender os conteúdos devido à falta de domínio da língua de ensino (Benson, 2004).

  • Desmotivação e exclusão: O ensino em uma segunda língua pode levar ao desinteresse dos alunos, pois se sentem inseguros para participar das aulas (Heugh, 2011).

  • Dificuldades na leitura e escrita: O aprendizado da escrita e leitura torna-se mais complexo quando a língua de ensino não é aquela com a qual o aluno tem mais familiaridade (Skutnabb-Kangas, 2000).

4. Estratégias para Melhorar o Ensino em Contextos Multilíngues Para minimizar os desafios mencionados, algumas estratégias podem ser adotadas:

  • Educação bilíngue: Implementação de um modelo que valorize tanto a língua materna quanto a língua oficial (García, 2009).

  • Capacitação de professores: Formação docente para trabalhar em contextos multilíngues e utilizar metodologias adequadas ao ensino em segunda língua.

  • Materiais didáticos adaptados: Desenvolvimento de livros e recursos pedagógicos que levem em consideração a realidade linguística dos alunos (Benson, 2010).

  • Políticas educacionais inclusivas: Elaboração de políticas que incentivem o uso da língua materna como ferramenta de ensino nos primeiros anos escolares (UNESCO, 2003).

5. Conclusão A influência da língua materna no PEA é um fator crucial para a melhoria da qualidade da educação. A valorização das línguas locais e a implementação de estratégias que facilitem o ensino em contextos multilíngues podem contribuir significativamente para um aprendizado mais eficiente e inclusivo. É essencial que os sistemas educacionais reconheçam a importância da língua materna como um recurso pedagógico fundamental, garantindo que os alunos tenham melhores condições para aprender e se desenvolver plenamente.

Referências

Benson, C. (2004). The importance of mother tongue-based schooling for educational quality. Background paper prepared for the Education for All Global Monitoring Report 2005.

Benson, C. (2010). Language of instruction as the key to quality learning: The case of Mozambique. In African Development Bank.

Cummins, J. (2000). Language, power and pedagogy: Bilingual children in the crossfire. Multilingual Matters.

García, O. (2009). Bilingual education in the 21st century: A global perspective. Wiley-Blackwell.



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 Os Tabus e Mistérios da Mulher na Sociedade Africana

A sociedade africana é rica em tradições, rituais e crenças que moldam a vida das pessoas. No entanto, quando se trata da mulher, muitos desses costumes carregam tabus e mistérios que impactam diretamente sua liberdade, seu papel na sociedade e suas perspectivas para o futuro. Este artigo explora algumas dessas questões, analisando suas raízes culturais e os desafios contemporâneos enfrentados pelas mulheres africanas.

Tabus Culturais e a Mulher Africana

  1. O Papel da Mulher na Família e Comunidade A mulher africana, historicamente, tem sido vista como a guardiã do lar, responsável pela educação dos filhos e pelo bem-estar da família. Em muitas culturas, espera-se que ela seja submissa ao marido e às normas impostas pela sociedade. Esse papel tradicional, embora valorizado, muitas vezes limita as mulheres e impede sua plena participação na vida pública e econômica.

  2. A Sexualidade Feminina como um Mistério A sexualidade da mulher africana ainda é um dos maiores tabus em muitas comunidades. O prazer feminino é frequentemente ignorado ou reprimido, e práticas como a mutilação genital feminina ainda persistem em algumas regiões, justificadas por crenças culturais e religiosas. Além disso, em muitos contextos, a mulher que demonstra autonomia sobre seu corpo e desejos é vista de forma negativa.

  3. O Estigma da Menstruação A menstruação é outro tema cercado por tabus. Em diversas comunidades africanas, as meninas e mulheres enfrentam restrições durante o período menstrual, sendo afastadas de determinadas atividades ou locais considerados sagrados. Esse estigma reforça a ideia de impureza e contribui para a desinformação e a exclusão social das mulheres.

Os Mistérios da Africanidade e o Poder Feminino

  1. Mulheres e Espiritualidade Apesar das restrições sociais, muitas mulheres africanas ocupam papéis de destaque na espiritualidade e na sabedoria ancestral. Em várias culturas, elas são curandeiras, sacerdotisas e detentoras de conhecimentos sobre ervas medicinais, rituais e tradições. Esse poder espiritual feminino desafia as normas patriarcais e mostra a dualidade da posição da mulher: ao mesmo tempo oprimida e essencial na manutenção das tradições.

  2. O Poder da Maternidade A maternidade é um dos maiores símbolos de poder feminino na cultura africana. Ser mãe é visto como uma bênção e um sinal de respeito, mas, ao mesmo tempo, impõe enormes responsabilidades às mulheres. Aqueles que não podem ou não querem ter filhos frequentemente enfrentam discriminação e questionamentos dentro da comunidade.

  3. As Rainhas e Guerreiras da História Embora muitas vezes silenciadas, a história africana é rica em figuras femininas poderosas, como a Rainha Nzinga de Angola, Yaa Asantewaa de Gana e a Rainha Amina da Nigéria. Essas mulheres desafiaram as convenções da época, lideraram exércitos e governaram com inteligência e estratégia, provando que a mulher africana sempre teve um papel fundamental na construção da sociedade.

Conclusão

Os tabus e mistérios que cercam a mulher africana são reflexos de uma cultura profundamente enraizada, mas que está em constante evolução. A luta pela igualdade de gênero passa pela desconstrução de crenças que limitam o crescimento e o empoderamento feminino. No entanto, a mulher africana continua a resistir, a desafiar as normas e a ocupar espaços que antes lhe eram negados. Seu poder, embora muitas vezes velado, é inegável e essencial para o futuro do continente.

Por: Margareth Caero 



 A Luta e os Desafios da Mulher Africana

A mulher africana carrega em si a força de gerações, a resiliência de quem constrói e reconstrói, e a determinação de quem enfrenta desafios diários para garantir um futuro melhor para si e para sua comunidade. Apesar dos avanços, as mulheres no continente africano ainda enfrentam diversas barreiras que limitam seu pleno desenvolvimento e participação na sociedade. Este artigo explora a luta, os desafios e as conquistas dessas guerreiras incansáveis.

Desafios Estruturais e Sociais

  1. Acesso à Educação A educação é uma das maiores armas para a emancipação feminina, mas muitas meninas africanas ainda são privadas desse direito. Casamentos precoces, gravidez na adolescência e dificuldades econômicas são fatores que afastam milhares de jovens das escolas. Apesar dos esforços de governos e ONGs, a disparidade educacional entre gêneros ainda é uma realidade.

  2. Desigualdade no Mercado de Trabalho Mesmo com o aumento do número de mulheres em posições de liderança, a desigualdade salarial e a falta de oportunidades em setores estratégicos continuam sendo um obstáculo. Muitas mulheres africanas trabalham na economia informal, sem proteção social e com rendimentos baixos.

  3. Violência de Gênero A violência contra a mulher é um problema persistente. O casamento forçado, a mutilação genital feminina e outras práticas culturais nocivas ainda ocorrem em algumas regiões. A luta contra essas violações exige não apenas mudanças na legislação, mas também um trabalho de conscientização e educação para mudar mentalidades.

  4. Acesso à Saúde e Direitos Reprodutivos Muitas mulheres africanas enfrentam dificuldades no acesso a serviços de saúde adequados. A mortalidade materna ainda é alta em diversas nações do continente, muitas vezes devido à falta de assistência médica qualificada. Além disso, a falta de autonomia sobre seus próprios corpos e decisões reprodutivas agrava ainda mais a situação.

A Força da Mulher Africana e Suas Conquistas

Apesar dos desafios, a mulher africana continua a ser uma peça fundamental no progresso das suas sociedades. Muitas têm se destacado na política, na ciência, na arte e nos negócios, quebrando barreiras e inspirando novas gerações. Mulheres como Ellen Johnson Sirleaf, Wangari Maathai, Graça Machel e muitas outras provam que é possível superar obstáculos e transformar realidades.

Além disso, o crescimento de movimentos feministas africanos tem dado voz a milhões de mulheres que antes eram silenciadas. A luta pela equidade de gênero ganha cada vez mais força, com jovens lideranças emergindo e promovendo mudanças significativas.

Conclusão

A mulher africana é símbolo de resistência, coragem e transformação. Embora os desafios sejam muitos, sua força e determinação continuam a impulsionar mudanças profundas e duradouras. É essencial que governos, instituições e a sociedade em geral trabalhem juntos para garantir um futuro mais justo e igualitário, onde toda mulher africana tenha acesso a oportunidades e possa viver com dignidade e respeito.

A luta continua, mas a vitória é certa, pois onde há uma mulher africana, há esperança, garra e um futuro promissor!

Por: Margareth Caero! 



terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Mensagem motivacional 01

 "A jornada pode ser difícil, mas cada passo te aproxima do teu sonho. 

✨💪 Não desistas, pois a persistência transforma impossíveis em conquistas. O caminho pode ter obstáculos, mas a tua determinação é maior! 🚀🔥

🌿 Lembra-te: O sucesso não é para os que apenas sonham, mas para aqueles que lutam por ele todos os dias. Então, levanta-te, segue em frente e faz acontecer! 💯💥

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Lazer e Vida -  


sábado, 15 de junho de 2024

A INFLUENCIA DA IGREJA NA PROTECÇÃO E GARANTIA DOS DIREITOS DAS COMUNIDADES

 A INFLUENCIA DA IGREJA NA PROTECÇÃO E GARANTIA DOS DIREITOS DAS COMUNIDADES

Artigo de opinião por: Margareth Caero 2024

Desde a antiguidade, a Igreja desempenha um papel significativo na protecção e garantia dos direitos das comunidades em várias frentes. Pois, a presença do direito na Igreja é essencial para garantir a justiça dentro e fora dela, para que a fé proclamada seja vivida na comunidade de todos os crentes.

Isso inclui defender os direitos humanos e lutar por uma justiça social dentro como fora da IgrejaAlém disso, a Igreja oferece apoio emocional e espiritual às pessoas em momentos difíceis, promovendo a união e a convivência em comunidadeA Doutrina Social da Igreja também enfatiza a importância dos direitos humanos e a necessidade de superar qualquer visão depreciativa em relação a vida humana no geral.

Por mais que a igreja tenha um carácter mais espiritual, ela também se preocupa com aspectos do bem-estar material e físico dos seus membros na comunidade onde esta está inserida e não só, eis abaixo algumas áreas que a igreja tem se desdobrado para criar um certo equilíbrio, de modo a proporcionar um bom ambiente aos seus fies.  

Preservação Ambiental e Combate ao Desmatamento:

A Igreja tem se envolvido activamente na defesa do meio ambiente, especialmente nas regiões com mais problemas de conservação do meio ambiente, isto é, em zonas que estão em constante conflitos entre o homem e o meio ambiente, tais como em grandes florestas como a Amazónia e outros ecossistemas no mundo.  O Papa Francisco, por exemplo, apresentou a Exortação Apostólica “Querida Amazónia”, que faz um forte apelo para salvar a Amazónia e proteger sua biodiversidade.

Muitos cristãos, missionários e religiosos têm sido protagonistas na história da preservação da floresta e no cuidado pela vida.  Infelizmente, alguns também se tornaram mártires nessa luta.

Direitos Humanos e Justiça Social:

A Doutrina da Igreja sobre a justiça e moral cristã forneceu uma base para a formação de leis justas e balanceadas que protegem os Direitos Humanos.  A Igreja tem defendido a dignidade humana e a igualdade, contribuindo para a evolução da protecção desses direitos sem distinção de cor, raça, língua e outros aspectos.

Neste quesito, a igreja tem sido um meio termo que por muitas das vezes não só traz justiça aos injustiçados, mas também influencia a mudança dos indivíduos que já estiveram em conflito com a lei por terem privados os direitos humanos de outros.

Apoio à Comunidade e Cuidado Emocional:

Além de questões ambientais e direitos humanos, a Igreja também desempenha um papel vital nas comunidades locais. Ela oferece serviços como aconselhamento, grupos de oração e estudos bíblicos para ajudar as pessoas a se conectarem com Deus e a crescerem em sua fé.  Além disso, a igreja pode ser um lugar seguro para compartilhar lutas emocionais e encontrar conforto em momentos de crise.

Garantia dos Direitos Fundamentais:

A Igreja reconhece a importância da garantia dos direitos fundamentais para evitar abusos, proteger minorias vulneráveis e assegurar a harmonia social.  Esses direitos são protegidos em diversas frentes, incluindo acções da Igreja e do sistema legal.

Em resumo, a Igreja desempenha um papel activo na protecção dos direitos das comunidades, seja na preservação ambiental, na promoção da justiça social ou no apoio emocional às pessoas.  Sua influência é vital para construir um mundo mais justo e compassivo, onde a igualdade e equidade são valores a serem respeitados por todos sem no entanto privar os direitos dos outros. Portanto, a Igreja desempenha um papel significativo na busca pela justiça e na protecção dos direitos das comunidades. Pois ela:

A Igreja desempenha um papel fundamental na formação moral e ética da sociedade.

Ela promove valores como amor ao próximo, solidariedade e respeito.

Através de suas ações sociais, a Igreja contribui para a redução da desigualdade e da pobreza.

A Igreja também é responsável por oferecer apoio emocional e espiritual às pessoas em momentos de dificuldade.

Ela promove a união e a comunidade, proporcionando um espaço de convivência e integração.

A Igreja tem influência política, podendo defender os direitos humanos e lutar por justiça social.

Ela contribui para a educação, através de escolas e programas de ensino religioso.

A Igreja também desempenha um papel importante na preservação da cultura e do património histórico.

Ela promove a paz e a reconciliação entre os indivíduos e grupos sociais.

A Igreja é um lugar de esperança e fé, oferecendo conforto espiritual e sentido para a vida das pessoas.



 

Beira – Mozambique 2024

                                                                                                                              

segunda-feira, 29 de março de 2021

OS RELATOS DE PALMA, AS FERIDAS QUE JAMAIS CICATRIZARÃO

 Operação resgatar pessoas e barbaridade dos Terroristas em Palma


A tarde do passado Sábado, assim como Domingo registaram-se ataques esporádicos, feitos pelos terroristas que estão na Vila Sede. Eles atacavam e se esconder nas matas sempre que as FDS se movimentam. 

Os terroristas não tem saída pois às FDS bloquearam todas vias de e para Palma, acredita-se que Palma pode estar pior que Mocimboa da Praia, não em termos de destruição, mas em termos de mortes de civis por decapitação pelos terroristas, estes estão escondidos em casas destruídas, onde também estão escondidos alguns Civis, mas  é difícil distinguir porque os terroristas estão na mesma situação ou seja a fugir, as pessoas que se refugiaram para as praias quase todas já estão em Afungi. 

As FDS estão com um trabalho muito duro e difícil, resgatar as pessoas e combater os insurgentes. Os terroristas saem para disparar quando um grupo de militares tentam resgatar Civis. Cerca de dois terços da vila encontram-se com sinais de destruição significativa como resultado dos ataques dos terroristas. As FDS ganharam terreno no controlo da Vila, nomeadamente no bloco Norte, registou se um maior aumento de fuga dos Terroristas para as matas (esconderijos), e estão a ficar sem capacidade logística.

 A Vila está dividida, por vezes fica a sensação de que esta abandonada, mas se alguém se mexe saem logo tiros de terroristas que aparecem de diversas partes isso, esta situação causa pânico e faz com que as pessoas fiquem escondidas. Segundo relatos muita gente foi evacuada de helicópteros para lugares seguros como é o caso de Afungi e Pemba e outros para Quitunda. Os ataques foram fortes e só não aconteceu o pior porque as FDS lutaram e defenderam a vila e as populações. Em alguns círculos fala se que a incursão jihadista em Palma se destinava a aliviar o domínio militar sobre o cerco em Mocímboa da Praia 


PORQUE FALHOU A ESTRATEGIA DOS INSURGENTES PARA TOMAR A VILA

Começam a surgir revelações sobre as tácticas dos insurgentes para entrar em Palma. Implicaram a concentração de pessoas numa zona tampão [crítica] para o seu desempenho, à espera que os helicópteros FDS bombardeassem ali. Isto não aconteceu. Os serviços secretos militares locais descobriram esta estratégia. Parece ter sido um ataque muito coordenado, semelhante ao que levou Mocimboa da Praia no ano passado.  

Durante vários dias, insurgentes infiltraram-se em Palma e ficaram com a comida local. Três grupos atacaram na quarta-feira e foram apoiados mais tarde por mais terroristas que chegaram de camião. As estradas para Palma foram bloqueadas por terroristas que emboscaram veículos e atacaram soldados que tentavam chegar a Palma. 

Os atacantes atacaram primeiro instalações governamentais, tais como a polícia, o hospital e três bancos onde procuraram dinheiro mas não encontraram, os erros já não se repetem. Muitos edifícios governamentais e comerciais foram destruídos. Calcula se que os terroristas devem ser de pelo menos 150 combatentes, isto sem contar com as baixas, cerca de 70. A razão pela qual os jihadistas assaltaram Palma nesta altura é desconhecida, dias depois de o Governo e a Total terem renovado a sua parceria para tornar viável a Área 1 e alguns dias antes do início dos desembolsos dos financiadores para o projecto. Só o ataque a Palma não é suficiente para interromper o projecto de GNL da Área 1, disse uma fonte da indústria. Palma tem a contribuição logística que a estrada proporciona, mas que o mar pode substituir. E isto será assim num futuro próximo.


RESPOSTA DAS FORÇAS DE DEFESA E SEGURANÇA

A resposta das FDS foi de grande bravia, a caça dos cerca de 100 insurgentes que entraram atacando em três direcções de Palma, em simultâneo, continua por parte dos militares posicionados em lugares tidos como estratégicos. Entretanto, há vários pontos de controlo das FDS, ao longo do trajecto de e para Palma, a fazendo controlo rigoroso de gente que intenta na Tanzania. Em termos tácticos, todos os militares de Palma receberam orientações para se manterem nas suas posições e responderem contra alvos em movimento. Na península de Afungi, por exemplo, militares recebiam e mantinham em enormes esconderijos internos cidadãos que fugiam da violência. Segundo fontes os militares que foram indicados para responder com fogo contra insurgentes foram instantaneamente enviados de três grandes proveniências e de voos a destacar, de Maputo, de Mueda e de Pemba Cidade.  

PRINCIPAL OPERAÇÃO DE “SALVAMENTO” DAS PESSOAS

O principal objectivo foi o salvamento das pessoas, operações conjuntas entre as FDS e a TOTAL e os subcontratados, já aprendidos os erros anteriores por parte dos civis. Uma fotografia aérea captada por um dos helicópteros que faz cobertura as forças governamentais no terreno, em Palma, mostra um cenário em que algumas viaturas foram imobilizadas ao longo do troço Palma – Quionga devido a emboscadas dos insurgentes. Na imagem, (fazer zoom), vêm-se corpos de condutores mortos quando tentavam fugir da violência na vila de Palma. 

O SUCESSO DA OPERAÇÃO “PRAIA”

O sucesso da operação de salvamento de um grupo de pessoas cerca de 100 pela praia até Afungi, foi um grande feito. Todos chegaram bem a afungi, sempre acompanhados por um telefone satélite de um dos membros do Grupo, assim foi possível fazer comunicações e acompanhar o grupo em segurança. Foi neste grupo que estava o cidadão Português que estava ferido numa perna. Este mesmo cidadão já está em Maputo. Foi evacuado de Afungi para Pemba e de Pemba para Maputo. Esta foi uma das mais críticas operações de salvamento. Um grande trabalho de todos.


 O SUCESSO DAS OPERAÇÕES DE REVISTA AS POPULAÇÕES QUE SAIM DE PALMA

As FDS tiveram sucessos significativos na operação das vistorias, vistorias nas mochilas e pastas dos refugiados, muitos deles não são refugiados comuns, já foram apreendidas algumas armas desmontadas guardadas nas pastas, há ainda terroristas misturados com os civis. Os deslocados de Palma que chegam à Pemba por via marítima, concretamente na praia de Paquitequete, são interditos de abandonar as embarcações para efeitos de fiscalização. Alguns chegam a pernoitar nos barcos, que o longo de dias fizeram o trajecto marítimo de aproximadamente 170 milhas no mar. Quem por ventura abandona as embarcações sem passar pelo processo de fiscalização / revista é punido ou denunciado às forças conjuntas, nomeadamente a policia de protecção civil, autoridades comunitárias, entre outras.

Edição: Lazer e Vida 



Publicação em destaque

EU SÓ QUERO AMAR

Eu quero   amar - Eu quero amar , não amar pelo dinheiro ou pela beleza! - Quero amar não pelo interesse ou pela minha tristeza! - Mas...